O Corte do Zumbi

setembro 17, 2013

Cobre

Filed under: Uncategorized — Binho @ 3:37 pm

“Final de semana comentei com o Rodolpho:

– Pô velho, a vida deu uma estagnada!

Nada incomum. É a vida. Prove a felicidade. Enfim, na segunda, dia dezessete de setembro, às dezessete horas da tarde recebo uma ligação. Estamos sendo despejados. Eis que surge a Roda Viva. Nesta, por incrível que pareça, fiquei feliz. Sim, estou lendo clube da luta, e é aquele negócio: você não é a calça caqui que você veste, nem o dinheiro que tem na carteira, você é feito da mesma matéria em decomposição do mundo. Decomposição, por sinal, que palavra bacana. Me lembra pintura. Dissolver. Meu amigos ficaram preocupados, e haja celularzinho com créditos. Eu geralmente ando sem. Meu estilo punk de ser. Faz 6 meses que minha botina estilo Eddie Vedder tá furada.

– Você não vai trocar isto não?

Ame frutas. Nada mudou. É apenas um momento. E como o próprio livro me disse. Um momento é tudo que você pode esperar de algo perfeito. E tudo bem! Vale a pena lutar por este momento. Tá certo, o mundo não é lá essas coisas. Não como eu gostaria, mas finalizando com Voltaire, ou algo parecido com o que o próprio Rodolpho canta: “Devemos cultivar nosso jardim”

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setembro 13, 2013

Filed under: Uncategorized — Binho @ 3:54 pm

Existe o mundo. E há lamentos. Eu entendo isso. Ah aquela mulher do ônibus!! Ignora a todos com suas maravilhosas pernas. Indiferente até o próprio ônibus, pois a ela, ele não existe. Nem a vida. E o que há então?…Apenas a loucura de olhar invisível.

setembro 6, 2013

Merda!

Filed under: Uncategorized — Binho @ 4:26 pm

“Você abre a porta e entra
Está dentro do seu coração
Imagine que sua dor é uma bola de neve que vai curar você
Esta é sua vida
É a última gota pra você
Melhor do que isso não pode ficar
Esta é sua vida
Que acaba um minuto por vez
Isto não é um seminário
Nem um retiro de fim de semana
De onde você está não pode imaginar como será o fundo
Somente após uma desgraça conseguirá despertar
Somente depois de perder tudo, poderá fazer o que quiser
Nada é estático
Tudo é movimento
E tudo esta desmoronando
Esta é sua vida
Melhor do que isso não pode ficar
Esta é sua vida
E ela acaba um minuto por vez
Você não é um ser bonito e admirável
Você é igual à decadência refletida em tudo
Todos fazendo parte da mesma podridão
Somos o único lixo que canta e dança no mundo
Você não é sua conta bancária
Nem as roupas que usa
Você não é o conteúdo de sua carteira
Você não é seu câncer de intestino
Você não é o carro que dirige
Você não é suas malditas calças
Você precisa desistir
Você precisa saber que vai morrer um dia
Antes disso você é um inútil
Será que serei completo?
Será que nunca ficarei contente?
Será que não vou me libertar de suas regras rígidas?
Será que não vou me libertar de sua arte inteligente?
Será que não vou me libertar dos pecados e do perfeccionismo?
Digo: você precisa desistir
Digo: evolua mesmo se você desmoronar por dentro
Esta é sua vida
Melhor do isso não pode ficar
Esta é sua vida
e ela acaba um minuto por vez
Você precisa desistir
Estou avisando que terá sua chance”

Clube da Luta

agosto 23, 2013

Ninguém

Filed under: Uncategorized — Binho @ 3:56 pm

Ninguém

Há algo de podre em mim

agosto 18, 2013

Havia uma mulher chupando um pau no estacionamento

Filed under: Uncategorized — Binho @ 3:31 am

A distorção cósmica deste dia comum. A distância de mim mesmo. Complexo destino. Infinitos desejos. O dia comum. A maldita tomada nova. Padrões novos.

A alma e o deserto. A praia. O nojo. Tudo que é explicado. Dentro do infinito. Da imortalidade de uma mosca. Da solidão de um casulo. Do medo e da angústia. Do despero. Das horas passando. Do frio. Do mundo. Da voz que não sai. Da mulher chupando um pau no estacionamento. Das contrações do estômago. Das fezes. Do odor nauseabundo.

Do amor que nunca tive por mim mesmo. Da felicidade que não me importa. Da indiferença que me guia. Da covardia de meus desejos. Da mentira de minha coragem. Do nada que contemplo. Do vazio que se move.

Em mim.

agosto 17, 2013

Nada

Filed under: Uncategorized — Binho @ 5:39 am
 É um absoluto vazio. Ecoa em todas as direções o caos. O quão complexo é este simples dia. E a distorção cósmica da confusão. Se eu pudesse explicar. Explicaria. Mas não sei nem por onde começar. As fotos, a felicidade comum, a amizade esperançosa, o silêncio, a decisão e a vontade de ser algo. Algo além de estar sendo eu. Nessa minha desconexão com mundo. Com o tempo passando….o Nada.

junho 16, 2013

Nothing as it seems

Filed under: Uncategorized — Binho @ 4:06 pm

“Ainda penso no que ela pensa. É psicológico? Não sei. Nem o que anda fazendo. Acordei agora pouco. E ando pensando. Como ela estará? Não faço idéia. Não penso mais. Imagino apenas o que se passa. Vou na cozinha encho o copo d’água. Bebo. Não faz diferença. É somente um copo d’água. Desses inúmeros que beberei a vida toda.”

In heaven everything is fine

Filed under: Uncategorized — Binho @ 7:13 am

“O dia hoje foi bonito. Deu pra esquecer o próprio dia nele mesmo. Uma coisa relativa, relacionado ao tempo. O tempo que passou, e nem vimos. Alguém certamente chegou em casa, se jogou no sofá e ligou a TV. É automático. Esticar as pernas e esquecer. Se esquecer. Olhando pro nada. Esvaziando a mente. O chiado nem incomoda. Pois as horas passam. E a noite chega. Trazendo a melancolia de algo esquecido. Que não serviu pra nada. Me lembrando que o dia é um vício. E o cigarro é só um hábito.”

junho 9, 2013

Apenas respirando

Filed under: Uncategorized — Binho @ 5:29 pm

“As trevas sempre aparecem quando estou em silêncio. Estava na praça, sentando num banco qualquer. Apreciando o sol. Aguardando o momento do cafézinho no vadinho. Haviam diversas crianças correndo. Estalinhos. Mães felizes com a manhã agradável. Púrpura beleza. Estava entediado. Pensando. Observado tudo. Como pode essas crianças iluminar a vida de quem quer que seja? Sincera alegria. A ponto de espantar toda a perspectiva deste mundo. Calando o silêncio das trevas. Trazendo a vida na sua forma mais cristalina e pura. Me levantei. Fui até o meu destino. O café estava quente. E escuro.”

Gados no poste

Filed under: Uncategorized — Binho @ 3:15 am

“O absurdo de viver a espreita. Aos berros no fundo do quintal. Sonhando só, em ser quem nunca foi. Antecipando as noites de verão. E o conforto do desconhecido.”

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