O Corte do Zumbi

maio 31, 2013

Estilo

Filed under: Uncategorized — Binho @ 5:08 am

“Uma vez ele me perguntou numa carta, “O que é estilo?”. Não respondi a pergunta. Eu tinha escrito um poema chamado “Estilo”, mas acho que ele pensou que aquele poema não respondia a sua pergunta, e ainda assim eu a ignorei. Agora sei o que é estilo, depois de conhecer Bill.
Estilo significa guerrear sem escudo.
Estilo significa não ter uma frente de batalha.
Estilo significa a mais absoluta naturalidade.
Estilo significa um homem sozinho com um bilhão de homens em volta. ”

– Pedaços de um caderno manchado de vinho – Bukowski

maio 27, 2013

2005

Filed under: Uncategorized — Binho @ 2:11 am

“Quando eu estava no cursinho, o meu lugar era lá no fundão. Recostado muitas vezes na parede. Com os pés esticados sobre a cadeira da frente. E uma loira bonita sentada do lado da cadeira onde meus pés estavam. Ela não me conhecia. Mas adorava meus comentários muitas vezes lunáticos, surrealistas e punks. Falei a ela que depois que vi Glub Glub, eu nunca mais consegui olhar pras pessoas da mesma forma (se bem que teve certa época em que comecei a imaginá-las como cães). Comentava que o amor é egoísta. Afinal você não ama o amado, você ama o que o amado causa em você. Discutíamos coisas sobre a existência. Discordava dos professores em seu ouvido. Mostrava o quanto a vida das pessoas que ali estavam presentes em sala de aula, era vazia. Dizia pra ela que as pessoas eram um bando de vermes parasitas traumatizados que rastejam por uma vida medíocre.
Uma vez o professor de matemática nos disse que duas retas paralelas só se encontram no infinito. Logo exclamei:
– Viu, nosso amor é paralelo.
Ela sorriu.”

– Binho

maio 17, 2013

Onsw

Filed under: Uncategorized — Binho @ 4:41 am

O aposentado esconde as suas rugas.

esconde as suas rugas

as suas rugas

 

Filed under: Uncategorized — Binho @ 4:37 am

“A doçura me convidou a escrever aqui. Um sonho. Uma imagem cheia de vertigens. Vórtices cheios de náuseas. Onde nos machucamos. Deslizando pelo lodo. Sobre um rio que flui de nossas introspecções. O amor desenhou uma carta. Cozinhou sua postura. Salgou a poeria da alma. Mais chamas! Mais sal!
Na saída do trabalho o estágiário me perguntou:
– O homem é um meio?
– Não.
Seguiu sem entender. Não deu tempo de discorrer sobre as perspectivas. Escorrer um sorriso aberto. Ou constipar uma idéia vaga da vida. Não deu tempo sequer de terminar o cigarro. O ônibus chegou. O dia acabou.”

– Binho

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