O Corte do Zumbi

dezembro 26, 2009

In the hot sun of a christmas day

Filed under: Uncategorized — Binho @ 3:39 am

Barbie puta ou barbie democrata?!

Tanto faz, natal está ai, e a coca cola também. Vocês não entendem nada né?!?…

Bom, eu não gosto de resumos, mas natal é pra mim, assistir “O império do sol”, do Spielberg.

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dezembro 17, 2009

Taste meat

Filed under: Uncategorized — Binho @ 1:54 am

Olho pras fotos, pros quadros, e pras musicas. Olho bastante pro começo e pro fim. Olho pra mim mesmo e pro meu paradoxo. Com um leve sorriso tenho suportado tudo isso. Um cínico. Egoísta. O mais perturbado dentre todos os que gritam calados. Dentre todos que choram sorrindo. E dentre todos que vivem se matando. O prego da cruz em meio peito, a overdose da vida em meu estomâgo. Meus pulmões tremem ao nascer do dia. O lobo está na minha porta. O inverno é mais intenso quando se está longe de casa. É necessário muita coragem pra ser tão fraco assim!!

dezembro 15, 2009

Ensaios sobre a paranóia

Filed under: Uncategorized — Binho @ 3:01 pm
Sabe qual é o problema da vida mariana?!?!
são essas porras de pessoas que tentam simplificar a vida
resumir em alguma teoria falida a perspectiva de explicar o quão miserável ela é
a vida é poderosa
um exemplo de vida um caralho
não chego nem aos pés disso
a vida é
um puxadão de crack na esquina
uma bala perdida
um sorriso de uma criança
a época de repodução das flores
um grito na hora do parto
é uma puta com aids
guerra no iraque
empresas falindo
divórcios
desemprego
fome
é tudo isso
dai quando vem uma pessoa dizer, “fulano de tal é um exemplo de vida”
Ah vai tomar no cu
você não faz a menor idéia do que está dizendo
…só isso que eu queria dizer

dezembro 13, 2009

Todos mortos

Filed under: Uncategorized — Binho @ 1:49 am

— Nós fomos de tudo. Separatistas, independentistas, imperialistas…
— Imperialistas-associados.
— No começo, éramos existencialistas. Nós líamos Sartre e Camus.
— Depois Fanon; viramos anti-colonialistas.
— Lemos Marcuse e nos tornamos Marxistas.
— Marxistas-leninistas.
— Trotskistas.
— Maoístas.
— Depois de Solzjenitsyn, mudamos de ideia. Viramos estruturalistas.
— Situacionistas.
— Feministas.
— Desconstrucionistas.
— Há algum “ista” que não tenhamos venerado?
— Cretinista.

— Fale por si só.

Trecho do melhor filme que já vi, “Les invasion barbarie”

dezembro 12, 2009

Todos zumbis

Filed under: Uncategorized — Binho @ 3:27 am

“Escolha viver, escolha um emprego, escolha uma familia, uma carreira. Escolha a porra de uma TV enorme. Escolha uma maquina de lavar, carros, CD players, abridores de latas elétricos. Escolha saúde, colesterol baixo, plano dentário. Escolha uma hipoteca a juros fixos. Escolha sua primeira casa. Escolha seus amigos. Escolha roupas esportes e malas combinando. Escolha um terno numa porra de variedade de tecidos. Escolha fazer consertos em casa e pensar na vida no Domingo de manhã. Escolha sentar-se num sofá e assistir game shows chatos na TV comendo porcarias. Escolha apodrecer no final, beber num lar que envergonha os filhos egoístas que te puseram no mundo pra substituí-los. Escolha seu futuro. Escolha viver.

Mas por quê eu iria querer isso?

Escolhi não viver. Escolhi outra coisa. E  os motivos…Não há motivos.”

As pessoas pensam que é tudo sobre sofrimento, desespero, morte…o que não se pode ignorar. Mas o que elas esquecem…de que há prazer nisso”

Trecho do excelente filme, “Trainspotting”

dezembro 8, 2009

…The Cure

Filed under: Uncategorized — Binho @ 2:18 am

Normalmente, são as sendas rudes e tortuosas. A não primavera. Os buracos. Os dias chuvosos, frios e escuros. As contradições, e as coisas ofuscadas. Se encontrar? Não! Nunca! Jamais! Se perder? Sempre! Muito obrigado.

Bom está na hora de me apresentar:

Não tenho verdade, religião, moral, politica, justiça, fama, dinheiro, nem amor…

…sobre mim a vida!!!

“Bebamos!nem um canto de saudade!
Morrem na embriaguez da vida as dores!
Que importam sonhos, ilusões desfeitas?
Fenecem como as flores!”

Álvares de Azevedo – Noite na Taverna

dezembro 6, 2009

It´s Educational!

Filed under: Uncategorized — Binho @ 2:37 pm

“A vida está na concretude da merda que move o mundo
A vida está na indústria impulsionada a sangue humano
A vida é comer e cagar. E logo preciso comer de novo
Ou encontrar com quem fazer amor
Ou participar da matança geral, ou esfolar um porco.
/Qualquer coisa que me ponha em contato com a vida chamada real.”

(poema tirado do Livro Blecaute de Marcelo Rubens Paiva)

Bom dia vietnã!!!…sempre achei que entenderia, que sou eterno, e conseguiria minha imortalidade de outro jeito. Sempre duvidei das coisas lógicas e certas. Essencialmente egoísta. Não altruísta. Altruísmo é a cabeça do meu pau explodindo. A putrefação da vida está aí, no modo como caminha, na maneira como sorri, e nas manhãs em que esquece de acordar. Por muito tempo fui e tento ser do tipo que sofre em silêncio. Não tem como mais, sofro bem alto, é alto demais. Não tem como negar, sou ruim com palavras. Entendo e me sinto melhor com barulhos, notas sustenidas ou bemois do que palavras sutis de um cinismo peculiar. Em engenharia aprendi duas coisas: uma é que zero e infinito não existem, mas usamos deste recurso pra fazermos cálculos de limites e entender certos comportamentos ao extremo; e outra, é que o importante é a saída e a entrada, que resposta você quer obter com uma tal excitação. A vida não tem limites. Estamos presos, mais inconscientemente do que na existência real. E a vida também não tem repostas, você faz algo, e a resposta vem como uma pergunta ou como uma abstração de todas as formas possíveis e imagináveis de não resposta. Neste exato momento, me encontro afastado, de tudo que é certo, de tudo que é correto, de tudo que é seguro e confiável. Não digo que estou vivendo uma mentira, mas sinto que verdade já foi destruída. É necessário coragem, muita coragem. Você não se pergunta o por quê uma criança é baleada, nem por que um campo pega fogo, simplesmente acontece. O que devo fazer?? Antes de mais nada, calar-se.

This is the sound that mother makes when the baby breaks!!

Filed under: Uncategorized — Binho @ 4:46 am

“Rio e meu riso não está dentro de mim
Queimo e as chamas não são vistas do lado de fora.”

Não tenho intenção. É simplesmente um corte. A ferida do despertar. A facada.

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